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Uma segunda juventude, aos 50 anos

Revista Conviver incentiva a pratica de esportes e a orientação médica para uma vida mais plena

Por RSC Portal 2 dia em Notícias

Uma segunda juventude, aos 50 anos
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Quando se fala sobre qualidade de vida é preciso considerar as relações entre dados objetivos, melhor expressados nas Condições de Vida de alguém, e subjetivos, refletidos nas ações próprias do Estilo de Vida dessa pessoa. Pesquisadores aprofundaram estudos nas Condições de Vida e destacam o conceito de Qualidade Ambiental, que trata do estado ou condições do ambiente. Essa perspectiva lida com as influências do ambiente sobre a qualidade de vida das pessoas. Portanto, o meio em que essa pessoa está inserida delimita suas possibilidades de desejo, necessidade e realização.

Uma segunda juventude, aos 50 anos

A estudante de Arquitetura e Urbanismo, Débora Pires da Rocha, está prestes a se formar e trabalha na área há alguns anos. Para ela, qualidade de vida se define como o bem-estar físico, mental, psicológico e emocional. “Tudo isso está ligado às relações sociais e atividades desenvolvidas no trabalho, residência e lazer.Tudo está ligado com Arquitetura e Arte, se relacionando diretamente com expressão e sensação. O Homem habita e estabelece relações com o espaço e somos totalmente influenciados por eles, quanto mais agradável for seu ambiente, melhor será sua qualidade de vida”, define a imbitubense.

Uma segunda juventude, aos 50 anos

“Cores, texturas, móveis e disposições de elementos, tudo isso torna o local introspectivo ou expansivo, podendo assim gerar alegria ou tristeza. O espaço que construímos reflete diretamente em nossa realidade e personalidade. Arquitetura é a ponte entre o planejamento, o bem estar e a qualidade de vida”. Débora Pires da Rocha.

 

Uma segunda juventude, aos 50 anos


A ciência do bem viver por um médico surfista


Os moradores da Santa (e Bela!!) Catarina tem uma vantagem a mais em relação ao resto do Brasil além das lindas paisagens naturais. Nosso estado é recordista em expetativa de vida no país e está entre os melhores do mundo, chegando aos 79,4 anos na avaliação do IBGE, um aumento de 30 anos em relação a quem viveu em 1940. “Mas essa vantagem envolve uma questão fundamental, se vamos viver mais, COMO vamos viver esses anos? Aí entra a noção de Qualidade de Vida”, contextualiza o médico Daniel Rodrigues.  

Nessa perspectiva a Geriatria Preventiva - área da medicina que atende adultos de qualquer idade - trabalha um conceito adicional pouco lembrado nesse assunto, a Expectativa de Vida COM SAÚDE, que é a idade que se chega sem queixas e mantendo os três pilares do envelhecimento bem-sucedido: Autonomia, Independência e Funcionalidade. “Infelizmente essa expectativa é bem menor, chegando a ser 10 anos a menos do que os quase 80 que temos possibilidade de viver”, lamenta o médico.

Uma segunda juventude, aos 50 anos


Os cuidados para manter a saúde e a qualidade de vida em pessoas que vão viver até 30 anos a mais que as gerações passadas são um desafio enorme para a medicina, indo muito além dos remédios e abrangendo alimentação, atividade física, autoestima, saúde emocional e espiritual. “O trabalho e os estudos que venho realizando nos meus 25 anos de atividade médica me levaram a trabalhar especificamente na área de Prevenção e Tratamento de Doenças Relacionadas à Idade, ou seja, buscar intervenções para manter a saúde e a qualidade de vida em adultos saudáveis ao longo do processo do envelhecimento. E no caso de pessoas com doenças já instaladas, buscar o melhor caminho para o controle, organizando os tratamentos que às vezes envolvem várias doenças, como pressão alta, diabetes, tiroide, osteoporose, artrose entre outras, muitas vezes tudo isso no mesmo paciente e ao mesmo tempo”, argumenta Rodrigues.

Hoje em dia falar em cuidados na alimentação, atividade física regular e quantidade suficiente de descanso já é praticamente um clichê, mas com certeza esses itens fazem parte do ‘kit’ para o bem viver. “Atualmente temos condições de oferecer, somado a isso, tratamentos eficazes para doenças crônicas, o que já nos traz grandes benefícios para a saúde: ao controlar a hipertensão e diabetes, por exemplo, temos um impacto direto no aumento da expectativa de vida com saúde. Mas acredito que o grande potencial da medicina atual para manter a qualidade de vida de quem vai viver bem além dos 50 anos está na Modulação Hormonal. Inicialmente com fitoterápicos que tem muito bom resultado em pacientes mais jovens e na sequência com a Terapia de Reposição Hormonal propriamente dita, a TRH”, contextualiza.

Uma segunda juventude, aos 50 anos


A tecnologia e a medicina ao seu dispor

Com mais de 50 anos, o médico Daniel segue surfando em condições extremas. Nas maiores ondulações é certeza encontrá-lo em picos como Praia da Vila, Silveira ou Rosa Sul. “Inúmeros estudos mostram a segurança e a eficácia da TRH em pacientes com declínio dos níveis de hormônios, tanto para mulheres no período próximo e após a menopausa quanto para homens com diminuição do hormônio masculino”, segue com a explicação.

Uma segunda juventude, aos 50 anos

Um dos maiores estudos sobre TRH acompanhou 71.000 mulheres na Califórnia e mostrou uma impressionante diminuição de 46% na mortalidade por todas as causas, além de melhora do sono e capacidade física, diminuição do risco de osteoporose entre outros benefícios. “Muitas mulheres tiveram uma significativa melhora na qualidade de vida. Quanto ao temido risco de que o câncer de mama que poderia aumentar com a TRH, os estudos mostraram que o aumento foi menor que 0,02 ponto-percentual (risco de 0,065% para quem não usa hormônios e de 0,08% para quem usa)”, informa.

Em relação aos homens os benefícios também são grandes, sendo indicado como possível tratamento em casos de depressão, fadiga, diminuição de libido e disfunção erétil, assim como nos casos de incapacidade de realizar atividades vigorosas. “É importante também lembrar do bom resultado da reposição de testosterona em mulheres, que assim como os homens experimentam uma grande melhora na performance física e na libido”, complementa Daniel.  

Uma segunda juventude, aos 50 anos


A persistência após os 50 anos nas práticas esportivas de alto desempenho, como tênis, futebol, surf, corridas de resistência, ciclismo de longa distância está cada vez mais presente no dia-a-dia das pessoas e tem um efeito bastante positivo na produção de endorfinas (neurotransmissores que aumentam o bem-estar e diminuem a dor). Esse tipo de atividade também sofre influência da reposição hormonal, tanto na melhora do desempenho em si quanto na capacidade de evitar e recuperar lesões.

“A grande questão a ser esclarecida é que não mais se justifica, nem por parte dos pacientes e menos ainda dos médicos, responsabilizar o envelhecimento como causa única e inexorável da perda das nossas capacidades fundamentais para o bem-viver, relembrando: Independência, Autonomia e Funcionalidade. Vejo com certa frequência em minha clínica idosos, beirando os 80 anos, independentes --com algumas limitações, claro-- mas funcionais e felizes. São eles que me inspiram a seguir sempre buscando caminhos para ajudar os que almejam esse mesmo objetivo”, finaliza.

Envelhecer vamos todos. O que precisamos tentar é, de todas as maneiras disponíveis, “ficar velhos” o mais tarde possível! Adicionar vida aos anos, e não apenas anos à vida...
Dr. Daniel Rech Rodrigues


Entre os comportamentos considerados saudáveis na sociedade contemporânea:

- Adotar hábitos alimentares que respeitem asnecessidades biológicas de regularidade de ingestãode nutrientes (distribuir a quantidade total de alimentos ingeridos em várias refeições ao longo do dia)

- Respeitar as necessidades específicas de nutrientes para cada etapa da vida (considerar as demandas por vitaminas, minerais, água, carboidratos, lipídeos, ou proteínas de acordo com o estado fisiológico, por exemplo, adolescentes, gestantes, atletas e crianças)

- Praticar atividade física apropriada à própria condição fisiológica e com regularidade

- Controlar o estresse físico e emocional com técnicas específicas às expectativas e os objetivos de cadapessoa

- Envolver-se em ações comunitárias estabelecendo laços de apoio e convívio familiar e social

- Dedicar-se ao lazer não-sedentário, baseado em ações que envolvam atividade esportiva, hobbies ou trabalho voluntário.

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