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Arte: Seguindo os passos de Zumblick

Por Redação do RSC dia em Notícias

Arte: Seguindo os passos de Zumblick
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Por Ana Luíza Cardoso

Considerado o pintor da história catarinense, de pai alemão e mãe descendente de italianos, iniciou sua carreira ainda jovem. Pintor, escultor, relojoeiro e óptico, Willy Alfredo Zumblick nascido em 1913 na cidade de Tubarão, em santa Catarina, foi o um artista catarinense que dedicou muito tempo da sua pesquisa plástica e pictórica retratando costumes regionais. As danças típicas, o Terno de Reis, a Bandeira do Divino Espirito Santo, as Rendeiras, as brincadeiras da infância vindas com os imigrantes.

Muitos registros de fatos históricos encontram-se na coleção de obras do artista. Fatos como a enchente de Tubarão em 1974, a Guerra do Contestado, a saga de Anita Garibaldi e o caminho dos tropeiros, foram motivos que o inspiraram durante sua vida.

Em setembro de 2000 Willy Zumblick presenciou a inauguração do museu no coração da cidade de Tubarão que leva o seu nome e resguarda mais de 72 pinturas suas, 8 esculturas e alguns objetos de uso profissional; é um espaço de exposição permanente aberto a visitação. Fazendo-se uma ótima opção de lazer para a família.

 

Toda arte é um convite ao bem viver

Arte: Seguindo os passos de Zumblick

Grandes centros urbanos como Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba são comumente lembrados quando o assunto é arte, mas Santa Catarina também tem suas próprias vozes. A revista Conviver enxerga o potencial do mercado artístico da região da Associação de Municípios da Região de Laguna (Amurel) e, por isso, vamos contar a história de três jovens que representam da melhor forma a arte catarinense. Tudo isso para fazer o que os três – e muitos outros artistas – esperam: dar valor a arte regional.

Lucas Marcos cursava Arquitetura e Urbanismo antes de começar a trabalhar diretamente com arte visual. Após incentivo de uma professora que o inspirava, ele compreendeu que poderia levar seu dom a sério e assim o fez. Largou o curso no quarto semestre e se entregou ao seu maior espaço de expressão: sua própria arte. O contato com a arte começou cedo. Os melhores presentes que ganhou certamente foram as folhas e os gizes de cera, ao mesmo tempo em que seu maior passatempo era desenhar. Dessa forma, Lucas fortaleceu seus laços com a arte e estabeleceu uma ligação extensiva com ela, que dura até hoje.

“A arte me proporciona um espaço de expressão, em que sentimentos podem ser representados em forma visual e me sinto realizado com isso”.

Arte: Seguindo os passos de Zumblick

Depois de se entregar ao desafio que é fazer arte na região, o tubaronense de 22 anos se revelou como mais uma das fortes vozes do mercado atual. Mesmo tão jovem, tem se destacado e revela através do seu ofício, a força de Santa Catarina no quesito arte.

Suas obras já foram expostas em diversas mostras no Estado, entre individuais e coletivas. Seu trabalho é caracterizado por uma certa releitura das categorias de estética do movimento expressionista. “Minha produção está intimamente ligada à visão expandida da noção social e estabelece paralelos com os meus significados, além de lidar com as implicações das próprias explorações formais”, contextualiza.

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A visão do artista sobre o movimento artístico em Santa Catarina, com foco na região da Amurel, é crítica. De acordo com ele, o mercado ainda é mediano e um tanto quanto agressivo. “O mercado daqui não dá tanta abertura, principalmente para temas sociais. Acredito que para incentivar a valorização da nossa profissão, grupos de artistas são muito válidos. Levantar um coletivo de artistas regionais apresentando técnicas, rodas de conversa, entre outras coisas”, sugere.

Independente, singular e forte. Carregando essas características, Lucas Marcos segue fazendo o que melhor sabe fazer. Sua persistência fica nítida nas telas para qual se entrega. Suas próprias marcas e seu discurso transpassam a arte — interferem no peito daqueles que a contemplam e causam revoluções.

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Lucas Marcos

Contatos:

Instagram: @lucmarcos

Email: lucas_marcos_97@hotmail.com

 

Fotografia: além da paixão, um propósito

Ligada à natureza desde cedo, Alícia Marques Quirino não precisou de muitas explicações para entender que a arte era, sobretudo, a manifestação da vida ao seu redor. Suas primeiras lembranças de contato com o mundo artístico são da infância, quando sua avó lhe dava grandes folhas e tinta guache para pintar. Naquela época, caixas de lápis de cor faziam seus olhos brilharem.

 

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O contato com a fotografia, por outro lado, não era tão direto, mas intenso na mesma medida. Alícia se sentava no chão da sala e folheava álbuns de família enquanto sua mente irradiava encanto. E foi assim que se apaixonou. Quando reparou, já estava florescendo a vontade de levar arte a mais pessoas – por meio da fotografia.

A fotógrafa queria, acima de tudo, oferecer aos outros uma sensação de liberdade e a possibilidade de criar consciência do corpo, permitindo que as pessoas deixassem pulsar forte o coração.

“Eu tinha um desejo enorme de ajudar a ‘pintar’ almas livres e pulsantes, fazer florescer. Porque a arte demonstra o que tu sente, o que tu pensa, o que tu entrega para o mundo. Quando percebi que isso, muito além de transformar a minha vida, transformava também a vida e o sentir de outras pessoas, entendi que a fotografia é o meu propósito”.

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Alícia respira arte e só divide seu tempo com o curso de Publicidade e Propaganda, que também dá espaço para que ela seja artista. Para ela, essa expressão única chamada ‘arte’ está dentro de cada um e em todo lugar. Cumprindo seu papel transformador, a arte segue fazendo enxergar, transformando e propondo um olhar de dilatação sobre a sociedade que muitos evitam ver. “A arte é para todos, mas nem todos são para a arte. Tem gente que não vai enxergar, não vai sentir... e tem gente que vai sentir demais e te fazer entender o porquê de produzir arte”, salienta a artista de 20 anos.

A lagunense, nascida e criada na cidade que ficou conhecida por ser a terra natal de Anita Garibaldi, vê complexidade na discussão sobre o mercado artístico na região. De acordo com a sua própria vivência, ela acredita que há quem reconheça a imensurável importância da arte e do artista, mas que também existem àqueles que só enxergam as criações como apenas mais um produto de consumo. 

“É preciso expandir, levar arte a quem não tem acesso, dialogar com quem não valoriza, explicar que a arte é importante desde que tomamos consciência da nossa existência”.

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Por fim, a fotografa ressalta a dificuldade de fazer arte e define três pilares fundamentais dentro da profissão que ela não escolheu – mas foi escolhida. Ralação, dedicação e amor. Três palavras simples, mas que representam o todo na vida de um artista. Para esses, ela deixa o recado.

“Aos novos artistas, peço que expressem verdades. Mostrem quem vocês são e o que querem entregar ao mundo. Sejam fiéis ao seu trabalho, porque para ser artista, ou tu tem isso no coração, o que é vital para ti, ou não tem porquê”, aconselha.

Alícia Marques Quirino:

Contatos:

Instagram: @aliciamarquesq

WhatsApp: (48) 9 9660 9129

 

Arte como extensão da vida

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Formalidades, um escritório compartilhado e rotina. A possibilidade de se sentir um robô programado para executar o que estivesse à sua frente e não ter abertura para respirar, antes de finalizar tarefas foram os aspectos decisivos para que Tenille Carneiro Ammes se frustrasse com a Arquiterura e Urbanismo, sua área de formação.

Esse choque de realidade fez a artista compreender que não encontraria felicidade se a sua vida se entrelaçasse àquele cotidiano. O mundo dos diplomados, de fato, não era o que esperava. “Eu percebi que nasci para trabalhar de forma humana, com pessoas que sentem e para fazer sentir”, revela.

A jovem, que sempre enxergou a atividade de desenhar como um hobbie, escutou diversos elogios relativos ao seu dom. Seus amigos questionavam o porquê de ela não divulgar os desenhos que fazia. Conforme as pessoas falavam, ela começava a pensar se poderia, de fato, ir além do hobbie. “Depois da decepção após a formação e os incentivos, como refúgio, resolvi começar a divulgar minhas artes como produto/serviço e nunca mais parei”, explica a ilustradora.

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Tenille não se lembra com exatidão de qual foi seu primeiro contato com o desenho. Segundo a mãe, ela já tinha uma conexão com a arte desde os três anos. Durante os estudos, tinha a matéria de Artes como sua favorita e amava tudo que envolvia criação. Hoje, com 26 anos, define que a ligação com a arte é total. “Acho que não sei viver sem consumir e externar arte diariamente. Aquela frase ‘a arte existe porque a vida não basta’ cabe muito para mim. Arte é vida”.

Suas ilustrações sempre têm algo a fazer sentir. Desde que começou a divulgar seus desenhos, lançando uma página no Instagram em 2017, Tenille prova que sua arte é para sentir. Segundo ela, sua inspiração está em outros artistas que fazem o mesmo que ela. “Me inspiro em artistas independentes, que conseguem alcançar seus objetivos através da arte e porque amam fazer isso e sabem do seu valor”. 

Para a ilustradora, valorizar os artistas locais é o caminho para mudar alavancar esse nicho de mercado. “É preciso quebrar a ideia de que arte só tem valor quando vem carregada de um nome grande e conhecido. É preciso dar uso para a arte local, incentivar um artista não é só sobre dinheiro, mas mostrar que o trabalho pode ter significado, aceitação e alcance. É possível incluir arte em tudo, basta querer”.

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O que os três personagens dessa história têm em comum? Eles são reais. E por serem reais, lidam com todos os desafios, frustrações e alegrias que aparecem pelo caminho do artista regional. A revista Conviver apoia esses jovens e ajuda você, leitor, a encontrar razões para apoiá-los também. Toda arte é um convite ao bem viver.

Tenille Carneiro Ammes:

Contato:

Instagram: @minhailustra

WhatsApp: (48) 9 99186658

E-mail: minhailustra.tca@gmail.com

 

 

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