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Respeito é o que sempre faltou no Ouvidor

Em resposta a reportagem do Impresso Catarinense, pescadores do Ouvidor e Vermelha falam porque outros pescadores não podem pescar ali

Por Redação do RSC dia em Notícias

Respeito é o que sempre faltou no Ouvidor
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O jornal Impresso Catarinense publicou reportagem na última edição em que relatou a tentativa de conciliação entre pescadores na Praia do Ouvidor, extremo sul de Garopaba. Oito pescadores profissionais tentam usar uma embarcação licenciada para a Praia do Campeche, na capital, o que segundo a Lei vigente é proibido. A reportagem anterior mostrou a opinião dos solicitantes, mas não conseguiu ouvir os responsáveis pelos ranchos das praias do Ouvidor e Vermelha, senhores Lédio da Silveira e Antônio da Silveira, e nem o presidente da Colônia de Pescadores de Garopaba Z12. Agora o jornal dá voz a esses personagens.

Os três citados acima garantem que não foram convidados oficialmente para a reunião de conciliação da última semana. O jornal tem um ofício carimbado pela Polícia Ambiental atestando o seu convite, mas ela também não esteve representada no local e hora solicitados. Para Lédio da Silveira, da Praia Vermelha, o que sempre faltou a esse grupo de pescadores foi o respeito. “O Alemão, que deu entrevista, não respeita nada. Bota manjuada no ilhote, sai a noite com cilibrim. Já o Bruno pega a voadeira e bota rede em cima do peixes da comunidade”, denuncia.

Lédio integra uma comissão da Polícia Federal, preside a Associação de Pescadores e faz parte do Tribunal do Júri Popular. “Eles estão tentando se beneficiar a força. Nunca foram em uma assembleia. Inclusive, construíram aquele rancho irregular que já está com ordem de demolição. Nós lutamos por uma pesca sustentável”, informa e segue. “Outro que deu entrevista foi o Danielzinho, que veio corrido do Capão porque já praticava a pesca predatória por lá”, indigna-se Lédio.    

Outro senhor, com mais idade, Domingos da Silveira, também reclama do comportamento desse outro grupo de pescadores. “Se essa canoa é de pesca no Campeche que pesque lá. Poderia ter acordo, se eles fossem pessoas civilizadas como nós, como outros por aí. Já cortaram minha rede duas vezes, cortaram meu cabo de puxar a embarcação, nos xingaram muitas vezes. Aguentamos muito”, revolta-se o forte idoso.

Para o presidente da Colônia de Pescadores Z12, Valmiro Agostinho do Nascimento, envolvido na situação porque os ranchos das praias de Garopaba ficam em sua jurisdição, afirma que não recebeu um convite formal para a reunião. “Meu filho me disse que haveria essa tal reunião, mas oficialmente não fui convidado”, diz. Ele afirma que ajudou o líder desse grupo de pescadores, Bruno Rodrigues da Silva, em outras oportunidades. “Dessa vez ele nos pediu uma licença para ele usar essa canoa, mas a Colônia não tem esse poder. Aí ele pediu uma licença atestando que ele era pescador e morava na região. Fizemos, mas oficialmente essa canoa não pode pescar fora do Campeche. O que parece é que eles não respeitaram o Totó e aí fica difícil assim”, argumenta o presidente.

O presidente da Z12 se refere ao senhor Antônio da Silveira, mais conhecido por Totó. Aos 74 anos de idade, Totó afirma que fora o Danielzinho, que veio do Capão, ensinou todos os demais do grupo a pescar. “Perdi meu umbigo ali e mesmo assim estou paciente esperando a autorização do Patrimônio da União para fazer meu rancho e guardar minha canoa que está na rua. Eles pegaram e levantaram o barraco numa noite sem autorização da APA, do Ibama e do Patrimônio da União. Rede que não pode eles  praticam sempre, rede de malha, fundeada da noite para o dia, na boca do ilhote, fechando a nossa entrada”, finaliza.

Totó relatou que a Canoa Borboleta apareceu na praia e só então os pescadores foram pedir sua autorização. “Eles vieram e pediram para pecar aqui, com advogado e tudo, mas depois de tudo que eles sempre fizeram para nós ao longo dos anos, não tem acordo. Porque eles não vêm se juntar a nós, pescar com a gente, sempre precisamos de pescadores experientes como alguns deles”, finaliza. 

A reportagem do Impresso Catarinense ainda não conseguiu falar com o Comandante Paulo Roland Hern, da Polícia Ambiental, para entender o que pode ser feito pela instituição para que a segurança de ambas as partes seja preservada, já que os ânimos seguem quentes na região. 

Fotos: Alex Bondan

Confira galeria de fotos do artigo: "Respeito é o que sempre faltou no Ouvidor"

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Juvenal Felipe

Juvenal Felipe

Pq não se matam tudo e acabem de vez com essa palhaçada! Essa função de pesca da tainha que se diz cultura, traz mais ignorância, ganância e exploração do que propriamente cultura, tem um bando de aproveitador, interessado em garantir benefício de defeso. Tudo olho grande, que se dizem viver da pesca (mentira tem perna curta), o resultado da exploração está aí, falta consciência...continuem fazendo arrasto, pegando tainha com ova, a fonte está secando, esse ano foi ruim não pegaram nada, ano que vem dá de ser pior!
★★★★★DIA 22.07.19 10h48RESPONDER
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merencia vieira da silveira

merencia vieira da silveira

Respeito quem e e eles pra falar de respeito ? eles pensam so neles e mais nínguem pode pescar ,só eles acham que sao donos das praias. ate se alguem colocar uma tarrafa na agua na frente deles eles ja chingam iventam mentiras .sao hipocrisias.eu nao aguento ler isso os outros pescadores também tem seus direitos .
★★★★★DIA 18.06.19 10h34RESPONDER
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GIOVANI Peirão

GIOVANI Peirão

Ouvir está familia, não conta eles vivem de processos já disseram em rede nacional que até fome passaram por não poderem pescar na vermelha e após acordo com a Gerdau pela costas dos demais pescadores receberam 500 mil reais! Todos estes aí tem pousadas e casas de aluguel e ainda recebem o defeso da anchova! Nasci na praia e meus tios e avô nasceram e pescaram a vida toda nunca tiveram problemas com outros pescadores, surfistas ou banhistas! Vcs da rádio deveriam ouvir a todos os pescadores e não a meia dúzia que estão fazendo falcatrua e recebendo propina para fechar a praia!
★★★★★DIA 17.06.19 19h22RESPONDER
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Elisabeth Vieira Peirão

Elisabeth Vieira Peirão

Acho q o título esta errado! Meu pai foi patrão de canoa na praia do Ouvidor, sempre houve respeito entre pescadores, surfistas e banhista, após a sua partida, só vemos ganância na praia do Ouvidor. Acho q os pescadores da praia da vermelha devem parar de dar opinião sobre a praia do Ouvidor. A praia é grande e não é mais uma canoa que vai deixar alguém pobre. #minhaHumildeOpinião
★☆☆☆☆DIA 17.06.19 12h58RESPONDER
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