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Professor Sardá resgata história de Glauco Olinger

Aos 97 anos, ele é um dos maiores agrônomos do Brasil e atravessou de cavalo a Ponte há 84 anos

Por RSC Portal dia em Notícias

Professor Sardá resgata história de Glauco Olinger
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Publicado no jornal Notícias do Dia nesse fim de semana

Por Laudelino José Sardá

Foto: Glauco, aos 13 anos, acompanha seu pai numa viagem de Lages à Ilha, onde passou pelos trilhos de madeira da ponte Hercílio Luz, inaugurada havia apenas nove a nos.

Ele joga o corpo de quase um século sobre o sofá, cruza as pernas e solta a imaginação e lembranças, quase na velocidade de um aplicativo de última geração. Da memória enciclopédica, até nomes de coadjuvantes de clássicos do cinema fluem com rapidez. O tronco, que suportou o suor do futsal até aos 89 anos, mergulhou em mares internacionais e correu em avenidas, mantém incólume uma cabeça dotada de inteligência indescritível.

O professor e agrônomo Glauco Olinger, 97 anos, acaba de escrever mais um livro e, nele, aponta a letargia governamental como a principal razão de a seca estar ameaçando as lavouras e as fontes de água doce. Se nos anos 70 e 80 armazenava-se água em poços artesianos e protegiam-se rios, lagos e nascentes, por que a negligência se tornou uma fonte de embaraços? Para o estudioso, que fundou a Acaresc, a Embrapa e o Curso de Agronomia da UFSC, o Estado embezerrou-se e o Brasil emburrou, “a ponto de exportar o boi em pé, quando poderia vender a carne em bife e industrializar ossos, couro, etc.”

Aos 13 anos, em 1935, ele montou num petiço “Tobiano” - mais caro, na época, que um automóvel de luxo - para acompanhar seu pai Olímpio, fazendeiro de Lages, numa longa viagem, descendo a Serra do Rio do Rastro até pisar sobre os trilhos de madeira da ponte Hercílio Luz, inaugurada havia 9 anos. Sua mãe Laura foi a primeira mulher a trocar o vestido longo por um culote para montar num cavalo, afrontando a tradição que obrigava a mulher a sentar-se em selim, com as duas pernas de um só lado da montaria.
Com apenas 4 anos de Acaresc, SC recebeu de uma comissão técnica dos EUA o reconhecimento de possuir o melhor serviço de extensão rural do Brasil.

O timoneiro, que bebe vinho e aprendeu a comer pouco, cita, com simplicidade, quatro razões do seu sucesso como homem público: ética, confiança e meritocracia na organização, e isenção político-partidária. Quando dirigia a Embrater, dois coronéis ofereceram-lhe propina em troca da aquisição de um lote de computadores. Expulsou-os de sua sala. Foi um teste do Ministério do Exército, que o convidou, em seguida, para integrar a Escola Superior de Guerra.
E o que Glauco faria em 2040? “Não sei se a tecnologia me deixaria pensar”.

 

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