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Porto de Imbituba guarda Marco Zero de altitude do Brasil

Este ponto de referência no território catarinense define o sistema altimétrico oficial do país

Por Redação do RSC dia em Notícias

Porto de Imbituba guarda Marco Zero de altitude do Brasil
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Quem vê os navios atracados e operando cargas no Porto de Imbituba (SC) não imagina que, debaixo daquela estrutura de cais, essencial para a logística, o Porto guarda uma estação de monitoramento maregráfico (de marés) que é referência para todo o Brasil na medição da altitude do território nacional. Assim, toda obra ou local no país tem como base de altura a relação ao nível médio do mar em Imbituba. Este ponto de referência no território catarinense é chamado de Marco Zero, por abrigar a origem do sistema altimétrico oficial do país.

A estação maregráfica instalada na parte inferior do Cais 1 do Porto de Imbituba integra o Sistema Geodésico Brasileiro (SGB) e é operada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a SCPAR Porto de Imbituba. São 2 marégrafos, um analógico e um digital. O marégrafo analógico é operado pela administração do porto desde 1998. O equipamento tem valor histórico, pois funciona no mesmo ponto da série Datum (1948-1968), somando mais de 40 anos de registros de marés. Sua mecânica é simples, contém um sistema de contrapeso e boia passante por uma polia que controla a pena que registra as variações da maré em um maregrama. Semanalmente ocorre a troca do maregrama e o ajuste da corda do relógio do marégrafo. Já o marégrafo digital opera desde 2001 sob cuidado do IBGE. O equipamento registra automaticamente o fluxo das marés, contando atualmente com dois sensores digitais (radar, contrapeso e boia eletrônica).

Porto de Imbituba guarda Marco Zero de altitude do Brasil

Os dados coletados pela estação digital são enviados automaticamente, a cada 5 minutos, para o IBGE e para o Sistema de Alerta Contra Tsunamis e outras ameaças costeiras no Caribe e nas regiões adjacentes (ICG/CARIBE-EWS) da Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO (COI). Seus dados podem ser acompanhados em tempo quase real no painel internacional de monitoramento do nível do mar, disponível clicando aqui. (link: http://www.ioc-sealevelmonitoring.org/station.php?code=imbt)

Conforme explica Salomão Soares, gerente de Redes Verticais da Diretoria de Geociências do IBGE, os dados coletados nesses marégrafos servem para acompanhar a evolução temporal e espacial dos referenciais altimétricos do SGB e sua relação com os demais níveis utilizados na cartografia náutica e na engenharia costeira. Esses referenciais altimétricos são materializados no terreno através de pequenos monumentos piramidais e chapas denominados marcos geodésicos. O marco em Imbituba, chamado de 4X, foi estabelecido em 1946 e existe até hoje, dentro do Porto de Imbituba, ao lado do prédio central da administração portuária. Soares conta que o ponto de referência foi instalado à época como um marco geodésico comum, já que não se antecipava que o marégrafo posteriormente instalado definiria o futuro datum vertical da Rede Altimétrica de Alta Precisão (RAAP) do Brasil.

O Datum de Imbituba como referência para o Brasil

“Em 1948, o serviço geodésico internacional (Inter American Geodetic Survey - IAGS), da então agência militar de mapeamento dos Estados Unidos, implantou o marégrafo no Porto de Imbituba e estabeleceu uma rede local de nivelamento para controle e referência das observações de nível do mar. Em 1959, o IBGE estabeleceu e adotou o Datum de Imbituba, por meio da média dos Níveis Médios do Mar anuais de 1949 a 1957, referida ao marco geodésico 4X. Tratava-se de uma das melhores séries históricas de medição do nível do mar disponível na época”, relata Soares. No Brasil, há um conjunto homogêneo de marcos geodésicos em todo o território que formam a RAAP do Sistema Geodésico Brasileiro. Atualmente, grande parte das altitudes da Rede refere-se ao Datum de Imbituba.

Além de Imbituba, o Datum Vertical Oficial do Brasil é definido também na cidade de Santana, no Amapá. No entanto, há uma diferença significativa de abrangência entre os dois. O Datum de Imbituba serve como referência para todo o território brasileiro, exceto o Amapá, que tem suas altitudes referidas ao Datum de Santana. Soares explica que essa pequena porção da RAAP não pôde ser conectada ao Datum de Imbituba devido à impossibilidade de cruzamento do estuário do Rio Amazonas e da Ilha de Marajó com a técnica de nivelamento geométrico de alta precisão. Sendo assim, quando se iniciou a implantação da Rede no estado do Amapá, em 1980, o IBGE adotou o Nível Médio do Mar no Porto de Santana, registrado entre 1957 e 1958, para estabelecer o Datum de Santana.

Estação Maregráfica atrai estudantes e pesquisadores

A Estação Maregráfica de Imbituba recebe, ao longo do ano, visitas de estudantes de cursos técnicos e superior, como Geografia e Gestão Ambiental. Acompanhados pelos professores, os alunos buscam conhecer sistemas geodésicos de referência, em especial o funcionamento do marégrafo. Guilherme Linheira, geógrafo do Departamento de Geografia da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), já levou algumas turmas da disciplina de Cartografia para conhecer a Estação e destaca a visita técnica como uma importante ferramenta para complementar a teoria aprendida em sala de aula. “A atividade proporciona o contato direto com as técnicas e tecnologias empregadas nas estações maregráficas que coletam dados utilizados para referenciar o nível de base das altitudes no Brasil. Como resultado, verifica-se uma ampliação na compreensão do funcionamento do Sistema Geodésico Brasileiro por parte dos acadêmicos”, destaca o professor. 

Porto de Imbituba guarda Marco Zero de altitude do Brasil

Ampla rede de monitoramento

Além dos marégrafos do IBGE, o Porto de Imbituba conta com mais dois marégrafos e uma estação meteorológica da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). Seus dados, atualizados 24h por dia, podem ser acessados no site http://ciram.epagri.sc.gov.br/, através do Litoral Online.

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odir carvalho

odir carvalho

Faltou na reportagem onde ir prara agendar uma visita ao local.
★★★★★DIA 04.06.20 14h50RESPONDER
N/A
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