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Os sonhos do jovem atleta longe do país de origem

Órfão de pai e mãe, deixou os avós e dois casais de irmãos gêmeos numa zona rural de Gana para realizar o sonho.

Por RSC Portal dia em Notícias

Os sonhos do jovem atleta longe do país de origem
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A história do ganês Suleiman Abubakar, de 17 anos, é a mesma de muitos refugiados que saem dos países de origem em busca de uma vida melhor. A diferença, nesse caso, é que para viver o sonho de virar jogador de futebol, Suleiman veio para o Brasil, no começo deste ano, e hoje faz parte da equipe Sub-20 do Atlético Tubarão.

Órfão de pai e mãe, deixou os avós e dois casais de irmãos gêmeos numa zona rural de Gana para realizar o sonho. Um dos fatores decisivos para sua saída do país africano foi sua relação conturbada com o tio, que era bastante agressivo. As marcas dos maus-tratos continuam na pele de Suleiman.

Para voar para o Brasil, o jogador relata que contou com a ajuda de uma pessoa, que ele prefere não identificar.

Antes de chegar ao Atlético Tubarão, o jovem foi enganado por um impostor e convencido a viajar de ônibus, por quatro dias, até o Acre. O homem, que tinha prometido a ele a
realização do sonho de jogar futebol, também roubou o pouco dinheiro que o ganês tinha, além de levar seu celular, no qual estavam os contatos de seus familiares. Após o caso, ele retornou ao Sul e encontrou no Peixe a oportunidade tão esperada.

Após testes, o Atlético Tubarão aprovou a entrada do jovem no time de base do clube. O Peixe oferece assistência financeira, e o imigrante vive num abrigo da cidade, já que ainda tem menos de 18 anos. Assim que completar a maioridade, no dia 10 de outubro, ele precisará deixar o abrigo. Essa questão burocrática é o que gera ainda insegurança.

Auxiliado pelo clube e por assistentes sociais do município, Suleiman explica que teve o pedido de refúgio enviado ao Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), órgão subordinado ao Ministério da Justiça, a quem caberá decidir se ele poderá ou não continuar no Brasil. Esse é um processo que pode levar até três anos.

No futebol também existem outros procedimentos para que refugiados possam virar profissionais. O clube precisa do aval da Fifa, e depois leva a documentação necessária para a CBF. Nesse quesito, o imigrante é otimista.

Enquanto isso, Suleiman continua treinando no Peixe e tentando se conectar com os colegas. Ele, que só fala inglês, também faz aulas de português para se comunicar melhor dentro e fora de campo. Independentemente da língua, a palavra esperança é parte do vocabulário do atleta, que espera realizar o sonho de manter a carreira profissionalmente.

Fonte: Diário do Sul

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