X

Fale Conosco:

Aguarde, enviando contato!
X

Horóscopo Virtual:

X

Resultados das Loterias:

Conteúdo em destaque:

Semana Nacional da Baleia Franca
Promoção Passeio Turístico ao Santuário Santa Paulina
EAD Cruzeiro do Sul
Open Food Churrasco Premium
Snet Telecom
Pães e Cucas em Garopaba
King Barbearia
Raancon Construtora

O 11 de setembro Sulamericano

Mais prestigiado jornal da Espanha trata a tortura como crime humanitário

Por RSC Portal 2 dia em Notícias

O 11 de setembro Sulamericano
  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp

Foto: Arquivo Histórico do Chile

Durante o século passado houve dezenas de países cujos Estados fizeram da tortura uma política pública. O Chile é um dos países que mais se esforçou para revelar essa história a fim de compreender a adoção institucional, territorial e social de uma política sistemática de tortura. Na ditadura de Augusto Pinochet, que teve início em um Golpe Militar no dia 11 de setembro de 1974, houve registros desumanos. O relatório de Valech, elaborado pelo bispo Sérgio Valech, que presidiu a comissão dos Direitos Humanos do Chile, foi transformado em livro pelo jornalista Daniel Hopenhayn.

O mais tradicional jornal da Espanha, EL Pais, também muito lido em toda a América Latina, na edição desse dia 11 de setembro de 2019, destacou alguns trechos dolivro-relatório e o Impresso Catarinense oferece dois trechos dessa densa leitura.

- Houve 15 presas que tiveram seus bebês na prisão. No Relatório Valech, mulheres que foram estupradas contam que ficaram grávidas. Muitas delas abortaram de maneira espontânea ou provocada. Outras tiveram esses filhos. Uma chilena de 29 anos —filha de uma detida de 15 anos que foi estuprada por seu torturador— relatou: “Eu represento a prova explícita, represento a dor  mais forte que minha mamãe viveu em sua vida…”. “Depois que me contaram, comecei a beber, bebia todo o fim de semana, escondida. Por isso sinto que tenho muitas lacunas na minha adolescência”, disse. “Sinto que nós, crianças nascidas como eu, fomos tão prisioneiras e torturadas como as que estiveram presas.”

Uma mulher que foi detida em 1974 na capital chilena e permaneceu dois anos presa sem nenhum processo relatou que “por causa do estupro cometido pelos torturadores, eu fiquei grávida e abortei na cadeia”. “Sofri choques elétricos, fui pendurada, posta no pau de arara, "submarinos" [ameaça de afogamento], simulação de fuzilamento, queimaduras com charutos. Obrigaram-me a tomar drogas, sofri estupro e assédio sexual com cães, a introdução de ratos vivos pela vagina e todo o corpo”, detalhou a vítima. O relato da mulher à comissão, reproduzido em “Así se Torturó en Chile”, é dilacerador: “Obrigaram-me a ter relações sexuais com meu pai e irmão que estavam detidos. Também a ver e escutar as torturas de meu irmão e pai. Puseram-me na churrasqueira, fizeram cortes com facão na minha barriga. Eu tinha 25 anos”.

  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp

Olá, deixe seu comentário para O 11 de setembro Sulamericano

Enviando Comentário Fechar :/