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MPSC pede prisão preventiva do acusado de matar modelo gaúcha

Isadora Viana Costa, de 22 anos, foi assassinada no dia 8 de maio pelo namorado.

Por RSC Portal dia em Notícias

MPSC pede prisão preventiva do acusado de matar modelo gaúcha
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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) encaminhou à Justiça o pedido de prisão preventiva do oficial de cartório, de 36 anos, acusado de matar a namorada, a modelo gaúcha Isadora Viana Costa, de 22 anos. O incidente foi no dia 8 de maio, no apartamento dele, no centro de Imbituba. 

 

Réu por homicídio qualificado (motivo fútil, com pouca chance de defesa da vítima e feminicídio), a Justiça já negou dois pedidos de prisão preventiva do acusado feitos pela Polícia Civil, mas mandou que fossem cumpridas medidas cautelares. 

 

O requerimento do MPSC para que o namorado seja preso foi feito após busca e apreensão, determinada pela Justiça, na pousada em que ele vive atualmente, na praia do Rosa, no bairro Ibiraquera, em Imbituba. 

 

Lá teriam sido encontrados registros de pedidos de entregas de bebidas alcoólicas, o que comprovaria um descumprimento de medidas cautelares aplicadas pela Justiça contra o acusado. Ele também estava proibido de se ausentar da Comarca, de usar drogas e de ter contato com testemunhas e demais envolvidos no caso. Outro fato que intrigou a Polícia foi o fato de não ter encontrado o celular do acusado, que disse ter perdido o aparelho. 

 

O Poder Judiciário deu prazo de cinco dias para a defesa se manifestar, antes da apreciação do novo pedido. 

 

O Ministério Público acusa o oficial de ter imobilizado a namorada após uma discussão e dado vários golpes no abdômen dela, provocando a morte. Ele tem porte físico avantajado, pois é lutador de artes marciais, afirma o MPSC. Uma amiga dele, que é advogada, é acusada de ter alterado a cena do crime e responde na Justiça por fraude processual. 

 

O advogado de defesa do réu, Bruno Seligman de Menezes, disse que as circunstâncias da morte ainda não estão completamente esclarecidas. O réu não tinha antecedentes criminais.

 

Relacionamento conturbado

Os socorristas do Corpo de Bombeiros que atenderam Isadora após a agressão disseram à polícia que o lençol da cama estava sujo de sangue. Porém, quando os investigadores chegaram, a cama estava sem lençol, que teria sido removido por uma amiga do acusado. Ela foi denunciada por fraude processual.

 

Medidas cautelares e pedido de prisão

 

No dia 4 de junho, a Justiça negou pedido de prisão preventiva e decretou o cumprimento de medidas cautelares, entre elas não ingerir bebida alcoólica, não se aproximar de envolvidos no inquérito nem deixar a comarca durante o andamento do processo.

 

Em nova solicitação de prisão, a Polícia Civil afirmou que o réu descumpriu parte das cautelas e que estaria havendo coação do delegado durante as investigações. Porém, no dia 5 de julho, o pedido foi negado, mas foi determinada busca e apreensão. 

 

No despacho, o juiz Welton Rubenich disse que parte das medidas podem não ter sido cumpridas e que não descarta que o réu possa ter cometido novos delitos, mas que "as circunstâncias em que supostamente se deram esses novos fatos não são graves o bastante para a decretação da medida extrema, seja para fins da garantia da ordem pública, seja para fins da conveniência da instrução criminal.”.

 

O despacho também diz que, diante das provas colhidas até agora, "é inegável a presença da prova da materialidade e dos indícios de autoria dos crimes de homicídio qualificado, fraude processual e posse de acessório de arma de fogo de uso restrito". 

 

Outro lado

 

A defesa do acusado disse que não é possível afirmar que o oficial do cartório foi o responsável pela morte da modelo.

 

“Faltam laudos ao processo. É uma fatalidade tanto para o réu quanto para a família de Isadora, uma vez que tinham um relacionamento. As causas da morte súbita ainda não foram elucidadas. Precisamos verificar se a ingestão de substâncias entorpecentes podem ter relação com a morte”, afirmou Bruno Seligman de Menezes. 

 

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