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Imbituba escuta a Cattalini e reforça o NÃO à sua instalação

Associação Comercial da cidade havia reacendido a discussão com visita à sede da empresa em Paranaguá

Por RSC Portal dia em Notícias

Imbituba escuta a Cattalini e reforça o NÃO à sua instalação
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Alex Bondan

Representantes da Cattalini Terminais Marítimos estiveram no gabinete do Prefeito de Imbituba, Rosenvaldo Júnior (PT), nessa terça-feira, 29, para reafirmar o desejo da empresa em construir um terminal de granéis líquidos em área próxima ao Porto de Imbituba. A estrutura teria uma dutovia enterrada no mar que faria a ligação entre o berço de atracação de navios com combustíveis e metanol (com o qual se faz o biosiedel) e os tanques de armazenamento. Centenas de manifestantes contrários à instalação da empresa na cidade protestaram em frente à prefeitura durante a reunião.

Ao longo de quase duas horas, o presidente da Cattalini, José Paulo Fernandes, e o diretor de Novos Negócios, Carlos Henrique Kszan, explicaram às autoridades do município os detalhes da iniciativa. O prefeito Rosenvaldo reforçou sua negativa quanto à instalação da empresa na cidade. Mesmo por que já tinha esse posicionamento desde a campanha eleitoral de 2016, quando a Câmara Municipal, sob presidência do vereador Guilherme de Souza, aprovou a Lei Complementar nº 4752/2016, que impede empresas como a Cattalini de atuar na cidade.

A Cattalini é uma das gigantes nacionais do mercado e afirma que o investimento atingiria R$ 300 milhões em um projeto que evitaria uma crise energética em Santa Catarina. “Há 38 anos atuamos em Paranaguá dentro de padrões internacionais de segurança”, garante o presidente José Fernandes.

Imbituba escuta a Cattalini e reforça o NÃO à sua instalação

Para o prefeito de Imbituba, a cidade tem diversas possibilidades de desenvolvimento, inclusive inúmeras que não trazem riscos ambientais. “Sou médico cardiologista. Eventualmente encaminho pacientes para a cirurgia e o seu questionamento e de familiares é sempre o mesmo. Tem risco? Minha resposta, geralmente é que sim, existe o risco, mas é mínimo. Contudo, quando esse mínimo acontece, a dor é imensa. Voltando à nossa realidade, se esse mínimo um dia acontecer, não serei eu o prefeito que autorizou”, posicionou-se Rosenvaldo. 

A população de Imbituba já vivenciou momentos de risco ambiental por conta da Indústria Carboquímica Catarinense (ICC), desativada nos ano 90. Desde o início das tratativas da Cattalini com grupos políticos e empresariais de Imbituba, se formou um grande movimento contrário à instalação da empresa. “Entregamos ao prefeito um documento assinado por mais de 30 entidades municipais e até internacionais, que apoiam o manifesto Fora Cattalini”, diz o porta voz do movimento Michel Nogueira.

A imprensa local pôde participar da reunião e questionar os executivos. O Impresso Catarinense sugeriu dois dos piores cenários para que a Cattalini explicasse um pouco dos protocolos de segurança. Primeiramente, no caso de um vazamento de combustível no mar. “Nossos dutos tem sistema de válvulas e revestimento duplo que dificultam o vazamento. E quanto ao possível vazamento em um navio, antes que ele atraque na cidade, esse risco já existe. Têm navios em alto-mar e operando aqui no Porto. Além disso, diferente do óleo desse grande acidente do nordeste, nosso combustível boia e é possível controlá-lo com boias e outras contenções”, disse o presidente da Cattalini.

O outro cenário sugerido pelo Impresso foi o de incêndio no terminal de granéis líquidos, que hipoteticamente seria instalado na área chamada antigamente de Riacho dos Encantos, próximo da comunidade da Aguada. “Nossos tanques utilizam uma tecnologia com hidrogênio, que impede a combustão. Em Paranaguá, estamos bem próximo de comunidades”, completa Fernandes.  

Imbituba escuta a Cattalini e reforça o NÃO à sua instalação

O diretor Carlos Kszan também enumerou os benefícios para o município, como a geração de até 200 empregos diretos, a geração de cerca de R$ 28 milhões de receita em impostos estaduais e municipais e o forte apoio a projetos educacionais e ambientais. No encontro, os representantes da Cattalini reforçaram ser possível o convívio harmônico entre turismo e atividade portuária e enfatizaram que a operação com líquidos não tem ruídos nem odores e não polui. Eles reforçaram que, mesmo que eventualmente a legislação fosse alterada, a empresa só investiria na cidade se houvesse um ambiente de tranquilidade.

A Cattalini segue aberta a conversas, ao esclarecimento de dúvidas da população e receberá uma equipe do Impresso Catarinense em Paranaguá para conhecer a operação da empresa inloco.

 

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