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Gaúcha é vice na Austrália

Tati Weston-Webb ficou em segundo na etapa de Margaret River, do Circuito Mundial de Surf, na noite dessa segunda-feira, dia 3 de maio

Por RSC Portal 2 dia em Notícias

Gaúcha é vice na Austrália
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A gaúcha Tatiana Weston-Webb representou o Brasil no pódio do Margaret River Pro, nesta terça-feira na Austrália. Ela acabou não conseguindo o título na final contra a norte-americana Lakey Peterson nas ondas de 6-8 pés em Main Break, enquanto o paulista Caio Ibelli foi derrotado nas semifinais pelo campeão, John John Florence, ficando em terceiro lugar. Com a vitória sobre o californiano Kolohe Andino na final, o havaiano disparou na frente da corrida pelo título mundial da temporada. O próximo desafio dos melhores surfistas do mundo será no Brasil, com o Oi Rio Pro começando no dia 20 em Saquarema, com prazo até 28 de junho para ser encerrado na “Cidade do Surf” da Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

“Estou muito feliz com o meu resultado, porque não tinha ido bem nos três primeiros eventos do ano”, disse Tatiana Weston-Webb. “Aqui eu consegui ficar mais calma para competir, sem botar tanta pressão sobre mim mesma. Foi ótimo voltar ao West Australia, que é um lugar lindo e com altas ondas. Agora vamos para o Brasil, o que me deixa muito empolgada por todo o apoio que recebo lá. Certamente, é um dos meus eventos favoritos e espero conseguir outro bom resultado lá. Não vejo a hora do campeonato começar em Saquarema”.  

Além de decidir os campeões mundiais da temporada, o World Surf League Championship Tour esse ano também vai definir dezesseis vagas para a estreia do surf nos Jogos Olímpicos de Tokyo no Japão. Serão dez classificados pelo ranking final masculino e seis pelo feminino. Com a vitória no Margaret River Pro, Lakey Peterson tirou exatamente o sexto lugar no Jeep Leaderboard da australiana Sally Fitzgibbons, barrada na primeira semifinal pela brasileira Tatiana Weston-Webb. A gaúcha só ganhou uma posição no ranking com o vice-campeonato, subindo do décimo para o nono lugar.

“Eu estava muito feliz porque esperaram para encerrar o evento hoje (terça-feira), com ondas muito melhores para as finais”, destacou Lakey Peterson. “Derrotar a Stephanie (Gilmore) nas quartas de final e a Carissa (Moore) hoje para chegar na final, me deu uma motivação extra e o meu surfe se encaixou perfeitamente aqui em Main Break. Todo mundo está surfando bem e foi um evento incrível. A Tatiana (Weston-Webb) surfou muito bem e parabéns para ela”.

A brasileira chegou a igualar a maior nota da californiana – 6,40 – em sua melhor onda durante a bateria, mas Lakey Peterson garantiu a vitória no final, quando conseguiu um 6,93 para totalizar 13,33 pontos, contra 10,40 da Tatiana Weston-Webb. Nas semifinais, a gaúcha teve mais chances de mostrar a potência do seu backside nas direitas de Main Break, derrotando a australiana Sally Fitzgibbons com notas 7,00 e 6,33. Na outra semifinal, Lakey Peterson também brilhou, somando 8,10 com 7,87 para superar a havaiana Carissa Moore por uma pequena diferença, 15,97 a 15,80 pontos.

LIDERANÇA NO BRASIL – Com o vice-campeonato no Margaret River Pro, Tatiana Weston-Webb até passou a ter chances matemáticas de assumir a liderança do ranking no Brasil, na acirrada disputa do título mundial feminino neste início de temporada. No entanto, são bem remotas as possibilidades para conseguir isso, pois tem que vencer o Oi Rio Pro e depender de improváveis maus resultados das oito surfistas que estão à sua frente no ranking. A briga principal será mesmo entre as três primeiras colocadas, fase a fase para Stephanie Gilmore, Caroline Marks e Carissa Moore.

Entre os homens, a batalha pela lycra amarela do Jeep Leadeboard no Oi Rio Pro ficou restrita aos top-5 do ranking, após a segunda vitória de John John Florence nas quatro etapas completadas nesta terça-feira em Margaret River. Com os tropeços de Filipe Toledo e Gabriel Medina, que perderam na terceira fase, o único brasileiro que pode assumir a ponta é o potiguar Italo Ferreira, mas já precisa chegar na final em Saquarema para superar os 27.680 pontos do havaiano. É a mesma situação do japonês Kanoa Igarashi, enquanto o sul-africano Jordy Smith, quinto do ranking, só consegue isso com a vitória.

John John Florence confirma a primeira posição, independente dos resultados dos seus oponentes, se chegar nas quartas de final do Oi Rio Pro. Seu principal adversário é o novo vice-líder, Kolohe Andino, que, mesmo assim, chega em Saquarema precisando ser semifinalista no mínimo, desde que o havaiano não passe nenhuma bateria em Saquarema. Da maneira que John John vem surfando, é realmente muito difícil de acontecer.

MATADOR DE GIGANTES – Na terça-feira em Margaret River, ele mostrou isso para superar o matador de gigantes do campeonato, Caio Ibelli, que já tinha eliminado dois campeões mundiais, o atual Gabriel Medina e Kelly Slater. A semifinal foi decidida nas últimas ondas surfadas pelos dois competidores. A melhor foi a do brasileiro, que valeu 7,83. Mas, John John Florence ganhou 7,17 e 7,43 para vencer por meio pontinho de diferença, 14,60 a 14,10.

Já na decisão do título, ele deu um show para conquistar sua segunda vitória no ano e a terceira da carreira em Margaret River, por 18,50 a 15,10 pontos, com notas 9,00 e 9,50 da última onda que surfou. A primeira foi em 2012, quando esta etapa era válida pelo circuito do WSL Qualifying Series e a outra em 2017, já pelo CT. Com essa agora, John John Florence atinge 27.415 pontos no ranking, contra 21.675 do novo vice-líder, Kolohe Andino.

“Estou super feliz por ganhar novamente aqui em Margaret River e eu realmente adoro esse lugar”, disse John John Florence. “Essa foi a segunda final que faço com o Kolohe (Andino) aqui e ele é sempre uma ameaça. Os últimos 12 minutos foram muito estressantes, porque o mar ficou devagar, então eu sabia que tinha escolher a onda perfeita para vencer. Eu acho aqui bem parecido com o Havaí, com muitas ondas diferentes e sempre gostei de vir pra cá, desde a minha primeira vez. Eu nem consigo acreditar que estou vivendo esse momento, surfando e competindo bem de novo depois da contusão no ano passado. Estou feliz por estar de volta ao topo e espero continuar assim, mas ainda temos um longo ano pela frente”.

G-22 DO CT – Com o terceiro lugar no Margaret River Pro, Caio Ibelli ganhou onze posições no ranking e entrou no grupo dos 22 primeiros que são mantidos na elite, para o CT do ano que vem. Ele estava em 31.o lugar e subiu para vigésimo, logo abaixo do cearense Michael Rodrigues em 17.o e do catarinense Willian Cardoso e do paranaense Peterson Crisanto, empatados em 18.o. Além deles, o catarinense Yago Dora e o paulista Deivid Silva estão fechando o G-22 do CT dividindo o 22.o lugar e mais três brasileiros estão acima deste grupo, Gabriel Medina em 12.o, Filipe Toledo em sexto e Italo Ferreira na terceira posição.

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