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Em sobrevoo, pesquisadores encontram 35 baleias no litoral de SC

Foram flagradas 12 mães com filhotes e 11 indivíduos adultos sozinhos durante a primeira observação aérea da temporada 2018.

Por RSC Portal dia em Notícias

Em sobrevoo, pesquisadores encontram 35 baleias no litoral de SC
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O primeiro sobrevoo da temporada 2018 de monitoramento de baleias-francas conseguiu flagrar 35 baleias no litoral Santa Catarina. A maior concentração estava nas praias de Imbituba, no Sul catarinense.

Foram 12 mães com filhotes e 11 indivíduos adultos sozinhos. O número é maior do que o registrado no ano passado, quando 29 animais foram identificados, mas a oscilação é normal, garantem os pesquisadores.

O trabalho ocorreu durante o domingo (15), entre Florianópolis e o Litoral Sul, e levou em conta a análise prévia do número de baleias francas que frequentam a Área de Proteção Ambiental (APA) da baleia-franca.

Todos os animais foram fotografados para avaliar a dinâmica populacional da espécie, taxa de crescimento populacional e taxa de retorno. Até o final da temporada estão previstos mais dois voos, em setembro (considerado o pico de ocorrências em setembro) e novembro (fim da temporada).

A observação aérea feita pelo Instituto Australis, por meio de seu projeto Baleia-Franca, integra o Programa de Pesquisa e Monitoramento das Baleias-Francas no Porto de Imbituba e Adjacências, desenvolvido pela SCPar Porto de Imbituba e executado pelo Grupo Acquaplan.

Durante o domingo, também foi possível avistar uma baleia franca próxima da plataforma de pesca em Balneário Rincão.

O Programa de Monitoramento

 

Este é o 10º ano que o Porto de Imbituba realiza o Programa de Monitoramento de Cetáceos. Desde sua criação são utilizadas duas metodologias: o monitoramento aéreo e a observação terrestre dos mamíferos marinhos que visitam a região (baleias, golfinhos, etc.). Atualmente o Programa é realizado no âmbito do Plano de Controle Ambiental (PCA) da SCPar Porto de Imbituba, autoridade portuária, e executado pela empresa Acquaplan.

 

Conforme explica Camila Amorim, oceanógrafa da SCPar Porto de Imbituba, o objetivo do programa é monitorar a frequência dos cetáceos avistados na região do porto e compreender o comportamento deles frente às atividades portuárias. “Como os navios que chegam a Imbituba atravessam a APA da Baleia Franca, o monitoramento da frequência de pequenos e grandes cetáceos no entorno do porto, estudando o seu comportamento e acompanhando o tráfego de embarcações, evita possíveis interações negativas e promove maior segurança para a conservação da espécie em seu habitat natural”, destaca Camila.

 

Durante a temporada, o monitoramento terrestre ocorre diariamente, em dois pontos de observação, nas enseadas das praias do Porto e Ribanceira, em Imbituba. O tempo de observação padrão é de seis horas diárias, divididas em dois turnos, podendo variar de acordo com a quantidade de horas/luz diárias e as condições climáticas, bem como a movimentação dos navios.

 

Além dos monitoramentos, também se destaca no Porto de Imbituba o Procedimento Interno de Boas Práticas, implantado na temporada passada com o objetivo de conscientizar a tripulação das embarcações que circulam no porto (navios, rebocadores, lanchas, etc.) sobre a presença das baleias-francas na região. A equipe técnica de meio ambiente do porto realiza a abordagem junto aos comandantes e à tripulação das embarcações, levando informações sobre o comportamento das baleias-francas, mostrando o mapa com os limites da APA e explicando como ocorre o monitoramento dos cetáceos.

 

Reconhecimentos

Essa atuação focada na preservação das baleias, enquanto dá continuidade às operações portuárias de forma sustentável, já rendeu ao Porto de Imbituba três premiações: o Prêmio Empresa Cidadã ADVB/SC, categoria Preservação Ambiental, nos anos de 2016 e 2017 e o 23º Prêmio Expressão de Ecologia, categoria Conservação da Vida Silvestre.

 

As baleias e Santa Catarina

A histórica tradição da caça às baleias-francas em Santa Catarina quase levou a extinção da espécie na década de 1970. Apenas na década de 1980 as francas voltaram a ser observadas na costa brasileira, resultando no Decreto nº 92.185, de 20 de Dezembro de 1985, que pôs fim à caça de todas as espécies deste mamífero no Brasil, a partir de 1º de janeiro de 1986. Avistagens realizadas esporadicamente nos anos 1990 confirmaram o retorno da espécie à região sul do Brasil. Isso motivou o governo federal a instituir, em 2000, a APA da Baleia Franca.

 

Anualmente, mais de 100 baleias são registradas, em média, em Santa Catarina. A maioria são fêmeas em fase de procriação, que “passeiam” entre o litoral norte do Rio Grande do Sul e a região sul de Santa Catarina, limites da APA da Baleia Franca. Elas vêm para a costa sul-brasileira à procura de águas mais quentes e enseadas protegidas para o nascimento de seus filhotes. Estima-se que a cada três anos as baleias-francas têm um novo filhote, sendo que o tempo de gestação é de 12 meses. Elas partem da Antártica, onde se alimentam e acumulam reserva energética em forma de gordura para a jornada rumo ao continente sul-americano.

 

Confira galeria de fotos do artigo: "Em sobrevoo, pesquisadores encontram 35 baleias no litoral de SC"

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