X

Fale Conosco:

Aguarde, enviando contato!
X

Horóscopo Virtual:

X

Resultados das Loterias:

Conteúdo em destaque:

Call The Police
Pães e Cucas em Garopaba
Clube do Assinante Impresso Catarinense
King Barbearia
Sul Internet
Snet Telecom
Raancon Construtora

Dia da Mulher: 'Checaram duas vezes se eu era deputada ou não', diz 1ª indígena eleita para o Congresso

Na Câmara, Joênia Wapichana costuma abrir discursos em língua tradicional. 'Valores indígenas conduzem meu trabalho como parlamentar', afirma

Por RSC Portal dia em Notícias

Dia da Mulher:
  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp

"Kaimen!" – é com esse "bom dia" na língua do povo Wapichana que a deputada federal Joênia Batista (Rede) costuma abrir os discursos no plenário da Câmara. Eleita em 2018 por Roraima com 8,4 mil votos, a parlamentar se tornou a primeira indígena a ocupar uma cadeira no Congresso Nacional.

Orgulhosa com a conquista, ela reconhece que nem sempre é fácil ser diferente em meio a 513 parlamentares, em sua maioria homens, brancos e que usam terno e gravata. A deputada afirma que foi barrada duas vezes na portaria da Casa.

Por ocasião do Dia da Mulher, o G1 foi até o gabinete 231 do anexo IV da Casa conhecer a trajetória da mulher que, pelos próximos quatro anos, vai trocar o convívio diário com seu povo, pelo dia a dia na capital do país.

Aos 46 anos, a parlamentar coleciona feitos inéditos no currículo. Advogada, Joênia Wapichana é considerada a primeira indígena a se formar em direito no Brasil, em 1997, pela Universidade Federal de Roraima (UFRR).
Ela também se tornou mestre pela Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, e, no ano passado, foi premiada pela Organização das Nações Unidas (ONU) pela atuação na área de direitos humanos. O prêmio já foi entregue a personalidades como Nelson Mandela e Martin Luther King. "São os valores indígenas, como a escuta e a diplomacia, que conduzem meu trabalho como parlamentar."
 
Joênia lembra que está no início do trabalho no prédio onde representa o povo. Ela diz que, aos poucos, irá conquistar o espaço de indígenas, mulheres e dos brasileiros da Amazônia na capital do poder. "Dificuldades existem, mas vou conquistando os espaços aos poucos, com a calma wapichana."
 
Mulheres na política 
 
Para Joênia, a entrada na política foi "por necessidade dos povos indígenas" e não somente por escolha. Este ano, a eleição da parlamentar contribuiu para a bancada feminina na Câmara de Deputados alcançar 77 cadeiras. O número de deputadas corresponde a 15% da composição da Casa. "Sei que temos bastante desafios pela frente. O Congresso só tem 77 deputadas mulheres, mas foi um avanço", afirma. 

Para a deputada que assumiu o primeiro mandato, o ar de novidade na capital do país trará desafios que, segundo conta, serão superados "com a experiência de sempre ouvir os mais velhos e ser diplomata".

Fonte: G1
Foto: Marília Marques/G1

  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp

Olá, deixe seu comentário para Dia da Mulher: 'Checaram duas vezes se eu era deputada ou não', diz 1ª indígena eleita para o Congresso

Enviando Comentário Fechar :/