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Daphne Diniz: Negra e poderosa nos tatames da vida

Há nove anos, o convite de uma amiga trouxe à tona um sonho que Daphne não sabia que havia dentro dela

Por RSC Portal dia em Notícias

Daphne Diniz: Negra e poderosa nos tatames da vida
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Nascida e criada em Imbituba, Daphne Conceição Diniz David, cresceu com sonhos que se modificaram ao longo dos anos. Quando criança, inquieta e brincalhona, tinha como passa tempo jogar futebol e brincar de lutinha com seus irmãos e primos. Seu sonho? Ser ginasta. Mas não teve oportunidade para realizá-lo, pois não existia um lugar para treinar a modalidade em Imbituba.

Foi na escola que a vida entregou nas mãos dela a primeira surpresa: o judô. Uma segunda opção que mais tarde se tornaria a primeira e mais importante da sua vida. Há nove anos, o convite de uma amiga trouxe à tona um sonho que Daphne não sabia que havia dentro dela. “Um dia minha amiga da escola, que lutava judô, me chamou pra ir assistir ela treinar. Eu fui, gostei e pedi pra minha mãe me colocar. Hoje, ao estar no tatame, sinto a certeza de que não teria nenhum outro lugar no mundo que eu gostaria de estar”, orgulha-se.

Para ela, o judô é tudo e faz parte da sua história num todo. Através dele, Daphne conheceu novas pessoas, se interessou por Fisioterapia e Educação Física. Ganhou uma bolsa atleta para estudar e teve inúmeros aprendizados. “Aprendi a importância de cada vitória e derrota. O valor de cada pessoa que me ajudou a chegar onde estou, a lidar com as dificuldades tanto no judô quanto na vida e me aproximei de uma das minhas irmãs mais novas, que eu sempre brigava, quando ela começou a fazer judô também”, revela.

Filha de trabalhadores do setor terciário da economia, sempre ganhou da família todo apoio que precisou, até mesmo daqueles que estavam mais distantes. “Sempre que podem eles vão me assistir lutar, estão sempre me incentivando e me ajudaram muito com a mudança para Chapecó. Meu tio, por exemplo, me ajudou bastante num projeto pra conseguir patrocínio”, agradece.

A jovem de 19 anos tem familiares envolvidos com esportes e guiou seus três irmãos até o Tatame também. Gabrielly e Djhenifer já participam de competições e o caçula, Denner, começará os treinos em breve. Na família, o tio Roberto Carlos Diniz (Cevê), que joga handebol há anos e o seu primo João Vitor Diniz, que faz parte da seleção Brasileira de Taekwondo, são referências.

Há um ano, se lançou em uma nova oportunidade. Mudou os planos que tinha antes e se lançou na proposta feita pelo Sensei Adenildo Alves, de Chapecó, por quem foi orientada durante algumas competições. O mestre convidou a judoca para fazer Faculdade e treinar na cidade. “Eu aceitei porque tinha certeza que os treinos seriam muito bons e que ele era um ótimo técnico”, afirma a imbitubense.

Acadêmica de Educação Física, Daphne aspira unir o esporte ao seu aprendizado. De acordo com a atleta, se especializar nas áreas do Crossfit, treinamento de atletas e Fisioterapia Desportiva são focos para o futuro. Mas ela ainda alimenta outros sonhos, como representar o país no judô e conhecer a Kodokan, primeira escola de judô, fundada no Japão, por Jigoro Kano.

Perguntada sobre a representação das mulheres no esporte, Daphne culpa a falta de apoio e reconhecimento do esporte. “Eu acredito que as mulheres estão se destacando tanto quantos os homens no judô, como a Rafaela Silva, Mayra Aguiar, Sarah Menezes, Erica Miranda. O problema é que o esporte em si não tem tanto reconhecimento e apoio como precisava. Mas nos esportes em geral, eu acho que as mulheres não têm espaço suficiente, não são tão reconhecidas quantos os homens, como a gente pode ver no futebol. Eu espero que daqui uns anos os dois lados sejam reconhecidos igualmente”, alerta a judoca.

Entre as suas inspirações de vida, está o padrinho Sérgio Rodrigo Diniz, que enfrentou as dificuldades que lhe apareceram com muita personalidade. “Eu me inspiro e admiro muito ele pela coragem que ele teve de sair de casa sozinho e enfrentar as dificuldade do mundo. Por sempre estar buscando melhorar e fazer o melhor que puder em tudo que se propor”, finaliza.

 

Negra e poderosa nos tatames da vida

Na foto, as irmãs Djhenifer, Gabrielly e Daphne e o Sensei Hunter Freitas (Arquivo pessoal).

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