X

Fale Conosco:

Aguarde, enviando contato!
X

Horóscopo Virtual:

X

Resultados das Loterias:

Conteúdo em destaque:

Woodstock 2k
Tabacaria Cardoso
Alan e Felipe
Pães e Cucas em Garopaba
Clube do Assinante Impresso Catarinense
Snet Telecom
King Barbearia
Raancon Construtora

Chuva preta em SP faz imbitubense lembrar da ICC

Depois do fenômeno em São Paulo nessa semana, o Impresso Catarinense relembrou a situação

Por RSC Portal 2 dia em Notícias

Chuva preta em SP faz imbitubense lembrar da ICC
  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp

Alex Bondan
Foto da ICC: Arquivo RSC

Na tarde de segunda-feira, 19, a cidade de São Paulo ficou com o céu encoberto por nuvens escuras e o "dia virou noite". O fenômeno está relacionado à chegada de uma frente fria com partículas oriundas da fumaça produzida em incêndios florestais. Por sua vez, Imbituba
suportou a poluição gerada pela movimentação do carvão durante décadas e ainda as descargas de óxido de ferro e de dióxido de enxofre da extinta ICC (Indústria Carboquímica Catarinense), que gerava chuva ácida.

Muitos cidadãos de Imbituba lembraram da chuva ácida ocasionada por ela. É claro que muitos deles vivenciaram os momentos de desenvolvimento propiciados pela ICC na cidade. O Plano Nacional do Carvão, de 1953, já previa uma usina no Estado com essa finalidade, mas os projetos para implantá-la tiveram início em 1960, com a alta do preço do enxofre. Contudo, apenas em 1979 o governo federal resolveu usar o rejeito de carvão para transformá-lo em ácidos sulfúrico e fosfórico, matéria-prima para fertilizantes. Tudo funcionou mais ou menos dentro do planejado até a segunda metade dos anos 1980, quando o setor entrou em declínio, provocando o fechamento da empresa na década seguinte.

Houve investimentos em saneamento básico, abastecimento de água, distribuição de energia elétrica, ampliação da rede de telefonia e em abertura e construção de estradas. Mas nem todas as novidades envolvendo a ICC foram bem recebidas pelos imbitubenses. Para que a empresa se instalasse em uma área de 107 mil metros quadrados junto ao porto, foi preciso desapropriar casas de 2 mil famílias que ali viviam da pesca e da produção de farinha de mandioca. A cidade acordava sob uma fuligem grossa de óxido de ferro, fruto da primeira etapa do beneficiamento da pirita. Em dias de vento nordeste, o pó vermelho espalhava-se pela região central e ressecava a vegetação. A companhia ainda lançava no ar um vapor que causava ardência nos olhos.

A senhora Nildete de Oliveira ultrapassou os setenta anos e lembra bem dessa época em Imbituba. “Nos dias em que essa chuva ácida era muito forte, chegava a manchar os carros e até mesmo furar a lateria. Lá na frente da ICC morreram todas as plantas e não tinha verde. Até para nós aqui no centro chegava um cheiro ruim e uma ardência nos olhos. Muita gente ficou doente também”, lembra a proprietária da Lanchonete Rosana, em frente à Cigarraria.

Sobre a chuva preta de São Paulo nessa semana, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), afirma que parte deste material particulado é de origem local e oriundo da Amazônia brasileira. A Climatempo confirma a análise do Inmet de que a fumaça das queimadas atingiu o estado de São Paulo. Análises técnicas feitas por duas universidades confirmam que a contém partículas provenientes de queimadas. A Universidade de São Paulo (USP) identificou a presença de reteno e o exame realizado pela Universidade Municipal de São Caetano (USCS) mostrou que a concentração de fuligem foi sete vezes maior do que a registrada na água de uma chuva normal.

  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp

Olá, deixe seu comentário para Chuva preta em SP faz imbitubense lembrar da ICC

Já temos 1 comentário(s). DEIXE O SEU :)
Laudenir De  Souza

Laudenir De Souza

Gostei da reportagem, afinal de contas está falando sobre nossa história. Só que não podemos DETURPAR a História.
Na verdade, para a instalar a ICC em seu local junto ao porto, não foi desapropriado nenhum produtor rural.
Naquele local moravam trabalhadores empregados e pescadores.
Portanto a parte que me refiro, conforme segue abaixo deve ser corrigida para restabelecer a CREDIBILiDADE.

..."Para que a empresa se instalasse em uma área de 107 mil metros quadrados junto ao porto, foi preciso desapropriar casas de 2 mil famílias que ali viviam da pesca e da produção de farinha de mandioca. "...
★★★★★DIA 27.08.19 18h52RESPONDER
RSC Portal
Enviando Comentário Fechar :/
Enviando Comentário Fechar :/