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Chuva preta em SP faz imbitubense lembrar da ICC

Depois do fenômeno em São Paulo nessa semana, o Impresso Catarinense relembrou a situação

Por RSC Portal 2 dia em Notícias

Chuva preta em SP faz imbitubense lembrar da ICC
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Alex Bondan
Foto da ICC: Arquivo RSC

Na tarde de segunda-feira, 19, a cidade de São Paulo ficou com o céu encoberto por nuvens escuras e o "dia virou noite". O fenômeno está relacionado à chegada de uma frente fria com partículas oriundas da fumaça produzida em incêndios florestais. Por sua vez, Imbituba
suportou a poluição gerada pela movimentação do carvão durante décadas e ainda as descargas de óxido de ferro e de dióxido de enxofre da extinta ICC (Indústria Carboquímica Catarinense), que gerava chuva ácida.

Muitos cidadãos de Imbituba lembraram da chuva ácida ocasionada por ela. É claro que muitos deles vivenciaram os momentos de desenvolvimento propiciados pela ICC na cidade. O Plano Nacional do Carvão, de 1953, já previa uma usina no Estado com essa finalidade, mas os projetos para implantá-la tiveram início em 1960, com a alta do preço do enxofre. Contudo, apenas em 1979 o governo federal resolveu usar o rejeito de carvão para transformá-lo em ácidos sulfúrico e fosfórico, matéria-prima para fertilizantes. Tudo funcionou mais ou menos dentro do planejado até a segunda metade dos anos 1980, quando o setor entrou em declínio, provocando o fechamento da empresa na década seguinte.

Houve investimentos em saneamento básico, abastecimento de água, distribuição de energia elétrica, ampliação da rede de telefonia e em abertura e construção de estradas. Mas nem todas as novidades envolvendo a ICC foram bem recebidas pelos imbitubenses. Para que a empresa se instalasse em uma área de 107 mil metros quadrados junto ao porto, foi preciso desapropriar casas de 2 mil famílias que ali viviam da pesca e da produção de farinha de mandioca. A cidade acordava sob uma fuligem grossa de óxido de ferro, fruto da primeira etapa do beneficiamento da pirita. Em dias de vento nordeste, o pó vermelho espalhava-se pela região central e ressecava a vegetação. A companhia ainda lançava no ar um vapor que causava ardência nos olhos.

A senhora Nildete de Oliveira ultrapassou os setenta anos e lembra bem dessa época em Imbituba. “Nos dias em que essa chuva ácida era muito forte, chegava a manchar os carros e até mesmo furar a lateria. Lá na frente da ICC morreram todas as plantas e não tinha verde. Até para nós aqui no centro chegava um cheiro ruim e uma ardência nos olhos. Muita gente ficou doente também”, lembra a proprietária da Lanchonete Rosana, em frente à Cigarraria.

Sobre a chuva preta de São Paulo nessa semana, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), afirma que parte deste material particulado é de origem local e oriundo da Amazônia brasileira. A Climatempo confirma a análise do Inmet de que a fumaça das queimadas atingiu o estado de São Paulo. Análises técnicas feitas por duas universidades confirmam que a contém partículas provenientes de queimadas. A Universidade de São Paulo (USP) identificou a presença de reteno e o exame realizado pela Universidade Municipal de São Caetano (USCS) mostrou que a concentração de fuligem foi sete vezes maior do que a registrada na água de uma chuva normal.

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Laudenir De  Souza

Laudenir De Souza

Gostei da reportagem, afinal de contas está falando sobre nossa história. Só que não podemos DETURPAR a História.
Na verdade, para a instalar a ICC em seu local junto ao porto, não foi desapropriado nenhum produtor rural.
Naquele local moravam trabalhadores empregados e pescadores.
Portanto a parte que me refiro, conforme segue abaixo deve ser corrigida para restabelecer a CREDIBILiDADE.

..."Para que a empresa se instalasse em uma área de 107 mil metros quadrados junto ao porto, foi preciso desapropriar casas de 2 mil famílias que ali viviam da pesca e da produção de farinha de mandioca. "...
★★★★★DIA 27.08.19 18h52RESPONDER
RSC Portal
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