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Carnaval em Florianópolis: como foi a noite de desfiles na Nego Quirido

Desfile do grupo Especial começou às 22h18min e seguiu até às 6h deste domingo

Por RSC Portal dia em Notícias

Carnaval em Florianópolis: como foi a noite de desfiles na Nego Quirido
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Seis escolas de samba do Grupo Especial passaram pela Passarela Nego Quirido, em Florianópolis, desde a noite de sábado (2) até a manhã de domingo (3). O desfile começou às 22h18min, com a Nação Guarani, e seguiu até às 6h, com a Dascuia. Cada agremiação teve uma 1h10min para ganhar os jurados e o público, que lotou as arquibancadas e camarotes.

Cerca de 20 mil pessoas acompanharam os desfiles, segundo a organização, incluindo um público de aproximadamente 5 mil nos camarotes. Mais cedo, quem passou pela a avenida foram as escolas do Grupo de Acesso, que após dois anos sem desfile, voltaram com tudo. Segundo a Liga das Escolas de Samba de Florianópolis (Liesf), este ano, a escola vencedora do Acesso volta a elite do Carnaval.

No entanto, não haverá rebaixamento para a escola do Especial que ficar em último lugar. Este mesmo esquema deve ocorrer em 2020. Só em 2021, com oito escolas no Grupo Especial, é que terá rebaixamento.

A apuração das notas e o resultado do Carnaval 2019 da Capital ocorrerá nesta segunda-feira (4), a partir das 14h, também na Nego Quirido. 

A primeira escola do Grupo Especial a entrar na passarela às 22h18min foi a Nação Guarani, de Palhoça, na Grande Florianópolis. A agremiação foi buscar no estado do Amazonas a inspiração para o desfile deste ano. O enredo "Guarani sou teu povo, sou Nação, sou Caprichoso” homenageou o grupo folclórico Boi Caprichoso de Parintins.

A comissão de frente abriu o desfile levando para a avenida a lenda folclórica do Boi Bumbá, encenando a sua morte e ressurreição. As tribos indígenas foram representadas em uma das alas. Uma delas foi específica para os Tupis-guaranis, principalmente os existentes em Palhoça e que deu origem à escola de samba.

 

A floresta amazônica também foi representada em uma das alas, uma referência às espécies exóticas de plantas e animais que podem ser encontrados nela, além de suas lendas que fazem parte da história brasileira.

Rituais indígenas e lendas, como a do boto cor-de-rosa, foram representados na avenida. No total foram 17 alas divididas em três setores e 1,2 mil componentes. As últimas alas precisaram apertar o passo para dar tempo de sair da avenida dentro do tempo e não perder pontos.

A atual campeã do Carnaval de Florianópolis, a Embaixada Copa Lord, do Morro da Caixa (Mont Serrat), foi para a avenida com o enredo "O mestre-sala do céu", fazendo uma referência ao sol, o mestre-sala do céu; e a lua, sua porta-bandeira. E ninguém melhor para representar esta metáfora como um dos personagens mais queridos de sua história: Carlos Alberto Maria, o Seu Terry, falecido em janeiro de 2017.

Antes de entrar na passarela, o clima era de união e fé entre os 1,4 mil componentes. O público também vibrou e cantou com a passagem da escola pela passarela, em algumas, inclusive a capela. 

A comissão de frente abriu o desfile com aves simbolizando galos para saudar o sol nascente, seguida da ala das baianas, representando a fertilidade e a veneração do sol por diferentes povos e épocas. A primeira alegoria levou para a avenida um templo de adoração ao sol, representando diferentes mitologias: grega, asteca, egípcia e chinesa.

A segunda alegoria levou para a passarela um contraste artístico proposital para demonstrar que o sol é para todos. Mesmo na simplicidade das lajes das casas suburbanas, das periferias e favelas, famílias se reúnem para aproveitar o dia de calor, se bronzear e se refrescar.

Com 20 alas e três alegorias divididas em quatro setores, os sóis de Tarsila do Amaral e composições de Cartola foram representados na avenida. Assim como tem o dia, é inevitável chegar à noite, e a última alegoria faz referência aos seresteiros e violeiros que embalam as noites de Carnaval.

O último carro alegórico teve problemas e precisou ser empurrado por vários membros da escola.

A terceira escola a desfilar, a Unidos da Coloninha, conhecida como a gigante do continente, escolheu o enredo "Entre matas, sol, mar e areia, surge a Dubai brasileira" para este ano, em homenagem a Balneário Camboriú. A agremiação contou a história desde os tempos da descoberta da cidade até os dias atuais, com seus arranha-céus, praias e pontos turísticos.

A comissão de frente representou o povo tupi-guarani, o verdadeiro dono da terra, antes da chegada dos colonizadores. O primeiro carro alegórico fez referência a igreja histórica localizada no bairro da Barra, a igreja Nossa Senhora do Bom Sucesso.

Em seguida vieram eles, os açorianos e os casais de mestre-sala e porta-bandeira mirins se destacaram com a dança folclórica portuguesa conhecida como vira. A ala das baianas fez referência às rendeiras, e as passistas a tradicional Festa do Bom Sucesso, que até hoje acontece em todo mês de julho em Balneário. Já a bateria representou o Terno de Reis. O boi de mamão e a gastronomia açoriana também passaram pela avenida.

E quem nunca ouviu ou falou "vamos a lá playa"? Pois as belas praias, a vida noturna e, claro, a construção civil da cidade também foram exaltados. Se o primeiro carro alegórico falava da terra virgem antes de seu descobrimento, o segundo expôs suas principais atrações turísticas, como o Cristo Luz e, atualmente, os cruzeiros.

A escola da comunidade do Morro do Mocotó, Os Protegidos da Princesa, reeditou o samba-enredo "Xirê - Festa dos Orixás", que levou o título em 1987, para o desfile deste ano. A escola transformou a avenida em uma grande festa de terreiro, de candomblé, levando ao público o mundo das divindades africanas.

A comissão de frente encenou o ritual de Exu, o mensageiro dos homens aos orixás. A ala coreografada fez referência ao tráfico de escravos, que trouxe para o Brasil o culto aos orixás, mas que deixou para trás uma vida próspera para virarem escravos na nova terra. 

Já o abre alas fez uma representação dos orixás, deuses africanos que correspondem a força da natureza. Dentre as 23 alas, diversos orixás também foram representados, como Ogum, orixá do fogo, guerra e coragem; Oxóssi, orixá da caça e da fartura; Obaluaiê, orixá das doenças, pragas e da cura; e claro Yemanjá, lrixá feminino dos lagos, mares e fertilidade.

O terceiro casal de mestre-sala e porta-bandeira representaram Xangô e Iansã. Xangô é o orixá da justiça, dos raios e do fogo, e Iansã, a mulher mais poderosa da África negra, é senhora dos raios e ventanias.

A Velha Guarda representou os sacerdotes de Candomblé, guardiões das tradições africanas. O último carro pediu a proteção de Olurum, Odudua e Oxalá.

A escola de samba Consulado entrou na avenida às 3h30min com a missão de levar o amor para a passarela através da história do Homem de Lata, do Mágico de Oz. Assim que a comissão de frente despontou na avenida iniciava a saga do personagem principal, que terá de ir atrás do sentimento que fará o seu coração pulsar.

Para contar essa história, a escola do Saco dos Limões trouxe 1,2 mil participantes, 18 alas e dois carros alegóricos. O abre alas representou o primeiro impacto do Homem de Lata com o mundo real, o mundo das desigualdades sociais, da soberba elite e sua ostentação em contraponto a invisível população de rua, esquecida pela sociedade.

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira Deni Fidelis e Ana Paula representaram o Homem de Lata e seu coração vermelho. Ana vem num ano muito especial, desfilando grávida do seu segundo filho.

A bateria com 140 ritmistas fez bater mais forte o coração do público. Na metade do desfile, o Homem de Lata encontra, enfim, o amor além do arco-íris, o amor incondicional de mãe representado pela ala das baianas. Para o desfile foram convidados o pequeno João Victor Loch e Tatiana Lessa, que representaram o amor que surge com a doação. João venceu a luta contra o câncer ao receber parte do fígado de Tatiana, que perdeu 27 quilos para poder fazer o transplante.

O destaque da noite foi a ala de passistas plus size, que representou o amor de Carnaval, onde não existe o preconceito e todos são bem-vindos, amados e respeitados como são. E para fechar, a última alegoria mostrou o fim da saga do personagem, que agora tem um coração que bate acelerado de tanto amor, na maior festa popular do planeta.

A escola do Morro do Céu foi a última a entrar na Passarela Nego Quirido. A agremiação levou para a avenida o samba-enredo "Com que roupa eu vou? Ao mundo encantado de Gesoni Pawlick", que contou a história do estilista catarinense, desde seus sonhos de menino, a paixão pela arte, até virar ícone da alta costura e ser reconhecido por desenhar a alma feminina.  

Foram 1,6 mil componentes, 14 alas, dois carros alegóricos, divididos em três setores. A comissão de frente encantou o público com a encenação de Gesoni ainda criança, quando teve contato com o teatro, Pierrô, Alerquim e Colombina.

O primeiro carro alegórico foi para a avenida representar a carruagem teatral, a Commedia dell ́Arte. Uma das paixões de Gesoni era o teatro, assim como também foi sua inspiração. A ala coreografada representou a carreira de estilista de Gesoni, que ocorreu devido ao nascimento da sua filha Luhana.

O segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira representaram um dos trabalhos mais belos de Gesoni, o vestido de noiva. O estilista sabia que antes de vestir uma mulher, precisava entender sua alma.

E essa paixão de Gesoni pela moda encantou sua filha mais velha Luhana que também desenvolveu o talento para as artes. A própria filha do estilista desfilou como destaque de chão. Além dela, a irmã Polyhana também foi para a avenida. Para fechar o desfile, a escola mostrou a paixão de Gesoni pelo Carnaval e o último carro alegórico transformou a avenida num Baile de Carnaval.

Fonte: NSC
Foto: Tiago Ghizoni/ Diário Catarinense

 

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