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Adolescente transexual tenta contra a própria vida para não voltar para estado onde nasceu e policiais militares de Imbituba evitam o pior

Por Redação do RSC dia em Notícias

Adolescente transexual tenta contra a própria vida para não voltar para estado onde nasceu e policiais militares de Imbituba evitam o pior
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Na manhã de sábado (27), uma adolescente transexual, natural do Rio Grande do Sul, teve suas diversas tentativas de suicídio evitadas pela ação de quatro policiais militares da Guarnição Especial de Imbituba – Geib. O salvamento ocorreu na BR-101, em Nova Brasília, no entanto, antes desse momento, o Conselho Tutelar já acompanhava a menor, que procurava abrigo na Casa Lar do munícipio.

Durante a noite do dia anterior (26), conforme relata a conselheira tutelar Letícia Thiesen Higino, a adolescente, que escolheu Vitória como seu nome social, esteve na porta da Casa Lar de Imbituba pedindo por abrigo. A unidade, que abriga crianças e adolescentes em situação de medida de proteção e em situação de risco pessoal, social e de abandono, acolheu a menor até que o dia amanhecesse.

Ao amanhecer, no entanto, Vitória foi orientada a deixar o local, conforme determinação judicial, devido ao seu estado de descontrole emocional e sinais aparentes de violência, pois, em tese, colocavam em risco os abrigados da casa. Neste momento, funcionários do Conselho Tutelar da cidade tentaram encaminhar Vitória ao seu estado de origem, que se recusou ao voltar – mais tarde, a menor relataria que estava jurada de morte onde morava anteriormente.

Em estado visível de descontrole emocional e agressividade, Vitória saiu do local e iniciou uma tentativa de fuga, evitando o atendimento do Conselho Tutelar que o levaria de volta para o Rio Grande do Sul. A fim de assegurar a integridade física da adolescente, Letícia começou a acompanhar Vitória com o veículo do Conselho e seu motorista. No entanto, na Rua Marieta Konder Bornhausen, em frente a empresa Votorantim, Vitória pegou uma garrafa de vidro que estava no chão, quebrou a mesma no meio fio e apontou para a representante do Conselho Tutelar em tom de ameaça.

Em seguida, a adolescente continuou a fuga. De acordo com o relato da conselheira tutelar, após o episódio da garrafa, um veículo VW GOL de cor branca deu uma carona para Vitória e encaminhou a menor sentido Nova Brasília. Nesse momento, duas viaturas da Polícia Militar chegaram.

Enquanto as guarnições policiais se deslocavam para o local indicado, foram informados que a conselheira tutelar estaria acompanhando a adolescente que recusava atendimento e que tentava contra a própria vida com uma garrafa de vidro quebrada. Ao chegar no local da ocorrência, temendo pela segurança e integridade física da menor, os policiais militares iniciaram o acompanhamento de suas ações.

Com a garrafa quebrada em mãos, enquanto corria para cima do elevado da Rodovia Federal BR 101, próximo ao Posto SIM, colocava a garrafa de vidro quebrada no pescoço por várias vezes e se atirava na frente dos veículos que utilizavam a via. Após alguns minutos de comunicação com os agentes, mais uma vez a adolescente atentou contra a sua vida, subindo no muro de contenção do elevado da BR 101, fazendo menção de se jogar.

Os policiais, identificados como cabo Gonçalves, soldado Martins, soldado João e soldado Floriano, com o objetivo de preservar a vida de Vitória, se projetaram na direção da adolescente. Neste momento, recolheram da menor a garrafa de vidro quebrada, a tiraram de cima do muro de contenção do elevado da BR 101 e a contiveram de forma segura e sem maiores lesões.

Durante toda a abordagem policial, os agentes permaneceram na Rodovia BR 101 em meio as pistas enquanto verbalizavam com Vitória a fim de evitar que concretizasse o ato de suicídio. Após conter Vitória e sair do local com segurança, a adolescente foi encaminhada ao Hospital São Camilo para atestar suas lesões – identificadas desde seu aparecimento na Casa Lar – e prestar atendimento médico devido ao estado de descontrole emocional que apresentava.

Em seguida, a mesma foi entregue na Delegacia de Polícia Civil de Imbituba juntamente com o Conselho Tutelar. No departamento de polícia, a menor afirmou que queria não queria voltar para o Rio Grande do Sul, porque lá está jurada de morte, e, se tirasse a sua vida aqui seria a mesma coisa.

Segundo o major Daniel Nunes, comandante da Geib e ex-negociador do BOPE por mais de nove anos, ocorrências dessa natureza são conceituadas como de altíssimo risco, necessitando de resposta especial da polícia seguindo protocolos internacionais. "O suicida faz parte da tipologia de causadores emocionalmente perturbados, tornando imprevisíveis em suas ações. A ação tática muitas vezes faz-se necessária, e foi exatamente isso que os heróis (policias militares que atenderam a ocorrência) fizeram, arriscaram suas vidas para salvar mais um desconhecido", reconheceu o comandante dos policiais.

Créditos: Ana Luíza Cardoso/Otaviano Carvalho

Foto: Divulgação

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